terça-feira, 14 de julho de 2009

O grande dia em detalhes!

Desculpem a demora. É que os últimos dias têm sido cheios, como vocês devem imaginar.

Para nivelar as informações, vamos relembrar como tudo aconteceu, já que também fomos pegos de surpresa.

Se surpresa sim! Na terça-feira, dia 30/06, nós fomos na médica da Clície para os exames de rotina. Ela disse que estava tudo nos conformes e nos orientou a marcarmos a cesárea para o dia 06/07, numa segunda-feira. Não havia mais motivo pra esperar. A Alícia já estava prontinha e até já podia ter nascido, se nós quiséssemos. Ela só queria dar um tempo pra natureza. Quem sabe a Alícia não se agilizava.

Nesse mesmo dia, de noite, a Clície ficou bastante apreensiva. A ansiedade tomou conta dela. Depois de muita conversa, nós dormimos. Tínhamos que acordar cedo pra ir na Unimed liberar a documentação para internação.

Na quarta-feira, dia 01/07, ela acordou com algumas dores. Como não eram muito fortes, achamos que era uma dor de barriga e nos trocamos (gênios).

Depois de alguns minutos, as dores começaram a ser frequentes. Duravam uns 30 segundos, com intervalos de 5 a 7 minutos.

Fomos pra Unimed mesmo assim. Liberamos a guia e as dores foram aumentando. Como estávamos perto da maternidade, resolvemos passar lá pra pegar o telefone da médica.

Na maternidade, a recepcionista perguntou se não queríamos consultar com o plantonista, e depois ele passaria as informações para a médica.

A essa altura a Clície já andava um pouco curvada por causa das dores. O medico fez o exame, receitou um analgésico e mandou a gente pra casa. Segundo ele, a Clície estava entrando em trabalho de parto e poderia levar o dia inteiro. Fico pensando como um sujeito estuda anos, pra ver uma mulher barriguda, com dores, e dar um diagnóstico desses. Aqui vai uma lição. Nunca confie num medico plantonista!

Nós voltamos pra casa, e no caminho tentávamos falar com a médica da Clície. Ela estava atendendo e deixamos recado.

Quando chegamos em casa, ela ligou e disse pra voltarmos pra maternidade. Ela ia ligar e pedir a internação da Clície. A Alícia não quis esperar até o dia 06.

No caminho para a maternidade, a Clície chorava de dor. Eu tentava passar calma pra ela, mas por dentro estava apavorado!

Na maternidade, uma enfermeira baixinha veio buscar a Clície na recepção, enquanto eu ficava tratando da papelada. A enfermeira baixinha disse que já voltava pra me acompanhar até o quarto.

A moça da recepção me disse em tom de atendente de telemarketing “Senhor, não temos apartamento standard, teremos que acomodá-los num apartamento superior, sem custos adicionais. Tem algum problema”? Eu olhei pra ela, louco pra responder de maneira adequada, mas tinha mais com o que me preocupar.

A enfermeira baixinha voltou e me levou até o apartamento. Deixei as malas, botei a máquina fotográfica numa mão, a filmadora na outra e fui me preparar.

Enquanto me vestia, liguei pra todo mundo. Pedi pro Aldo dar o alerta pra um lado, liguei pro Rafael avisar o povo da minha casa em Paranavaí e avisei a Dona Neusa, o Arthur e a Sheila.

Depois que liguei, o telefone não parou mais de tocar. Atendi as ligações que consegui, mas estava muito preocupado com a Clície. Ela estava com muita dor e eles demoraram pra vir me buscar pra ficar junto dela.

Não passou mais que 10 minutos, mas pareceu uma eternidade. Finalmente a enfermeira baixinha me chamou e me levou pra sala de cirurgia que a Clície estava. Chegando lá, ela já estava deitada, com aquele pano verde com ela de um lado e os medicos do outro. E pra minha surpresa, feliz e sorridente! O que uma anestesia não faz!






Que parto normal que nada!


Preparei a filmadora, e disse pra doutora me avisar quando a bichinha estivesse apontando.

Não sei como mantive a mão firme, mas peguei o exato momento que ela botou a cabecinha de fora. Mesmo com toda "firmeza", dá pra notar minha voz de bobo dizendo pra Clície “ooh, ela é cabeludinha meu anjo”! Mas tudo bem, nessas horas a licença poética desculpa tudo.

Nesse momento a Alícia deu uma tossida e deu um chorinho manhoso, do tipo “ah, não sacaneia, tava tão quentinho lá dentro”. Dei uma suspirada de alívio! O sistema operacional dela foi iniciado com sucesso. Agora é só ir instalando os programas.






Sistema funcionando!


A pediatra levou ela pra limpar e fazer os testes de APGAR, que verificam entre outras coisas, batimento cardíaco, reflexos e tonus muscular. Depois me chamou. Elas colocaram a Alícia numa balancinha e eu registrei o peso oficial. A pediatra e a enfermeira falaram um monte de coisas, elogiando, parabenizando, etc. Confesso que nem prestei atenção. Enrolaram a Alícia como se fosse um cone-pizza e me deram. Ela chorava bastante, quando peguei no colo e falei alguma coisa do tipo “ô minha filhinha, papai tá aqui com você”. Ela deu uma resmungada e parou de chorar por uns instantes. A pediatra falou “viu, ela reconheceu sua voz”. Não botei muita fé nisso, até que levei ela pra Clície e coloquei as duas juntas.

Na hora, a Alícia começou a lamber o rosto da Clície, como se quisesse mamar. Não tem como descrever como é um bebê reconhecendo a mãe. Só não chorei na hora porque a adrenalina estava a mil.







Sem palavras!


Tirei mais algumas fotos e a enfermeira baixinha me tirou de lá. Fui me trocar e cheguei no apartamento.

Liguei pra minha casa, falei com o Rafael, com meu pai e depois com a minha mãe. Só consegui falar direito com ela, duas palavras: “oi mãe”, e comecei a chorar de soluçar. Acho que foi aí que a ficha caiu! Me vi no quarto sozinho, esperando a Clície e a Alícia chegarem. Pensei em tudo o que viria daquele momento em diante e claro, chorei de novo. E como é bom chorar de felicidade!






Primeiro banho!








Finalmente um momento de paz!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ela chegou!

É a vida!

Quando finalmente resolvemos marcar a data, que seria dia 06 de julho, só pra contrariar ela veio antes.

Hoje, dia 01 de julho de 2009, às 11:47 hrs, Alícia nasceu com 44 cm, pesando 2,590 kg.

Um anjinho de cabelos pretos (sem piadinhas faz favor) e lisos!

Adora fazer beicinho e já começou a mamar! Quer prova maior de paternidade?

Aí vão algumas fotos da pequerrucha!














Mamãe e filhinha estão muito bem!














Boa noite gente! Até amanhã!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Palavras da Mamãe

Como disse, não tenho o dom do papai Fabiano para escrever e nem da tia Dani. Mas... a pedidos aí vai...

Tudo começou com o desejo de aumentar a família e isso aconteceu quando fizemos nossa Europatur... achamos que era o momento ideal para começarmos uma nova etapa em nossas vidas.

Quando retornamos, após vários dias percebi que estava diferente, mas demorou para cair a ficha que poderia estar grávida.

Como a vontade de estar era grande, principalmente creio que do Fabiano, resolvi fazer o teste de gravidez em segredo. E como foi difícil guardar só pra mim...

Fiz o exame durante a semana e o resultado estaria disponível no domingo seguinte.

No sábado saímos para almoçar e a churrascaria lucrou comigo, pois não comi praticamente nada. Depois do almoço, comentei com a Baby a possibilidade de estar grávida e ela foi comigo comprar um sapatinho na loja perto da casa dela, pois se realmente tivesse, queria fazer surpresa e entregar junto com o exame para o Fabiano. Foi um perrengue, pois tivemos que inventar desculpas para sair de casa sem causar desconfianças... mas foi divertido!

De noite fomos na casa do Oeber e da Patricia, e de novo não consegui comer quase nada, além de um sono incontrolável... mas resisti e não contei para o Fabiano...

A noite de sábado para domingo foi longa...Acordei cedinho sem o Fabiano perceber e fui imprimir o exame...deu um resultado super alto da referência que eles colocam e não dizia: Parabéns, você está grávida! ou Não foi desta vez, tente novamente...

Aí eu não sabia o que fazer, liguei para o laboratório e eles não me ajudaram em nada, falaram que eu tinha que falar com a minha médica... Fiquei um tempão com o exame e o sapatinho na mão, até que resolvi. Vou mostrar para o Fabiano... E apesar de não poder dar a certeza do resultado para ele foi muito legal.

Chegando no quarto meu coração disparou que parecia que teria um treco....falei que precisava da ajuda dele e entreguei o exame...ele ainda meio que acordando, ficava olhando para o exame e para mim...isso se repetiu algumas vezes e entreguei o sapatinho e disse que achava que ele seria papai... Ficamos meio sem saber o que fazer, se comemorava ou não e fomos para o hospital para confirmar (como o Fabiano já contou anteriormente...). Ai começou a festa!

É difícil cair a ficha, acho que até agora ainda não caiu completamente.

Pensar que tem um bebezinho, um serzinho crescendo dentro de mim, que depende no momento totalmente de mim... é maravilhoso e apavorante ao mesmo tempo!

Escutar pela primeira vez o coração dela foi divino, sem palavras...é uma emoção que não tem preço... ver a carinha do Fabiano então...

Quando ela começou a se mexer (e o Fabiano perguntou se não eram gases) foi muito legal, dava vontade de ficar o tempo inteiro com a mão na barriga...

Mas também existem dúvidas, medos, preocupações. Será que serei boa mãe? Será que vou cuidar dela direito? O medo de fazer algo errado... Pois é apenas um bebezinho que dependerá de nós em tudo, indefeso, delicado... Mas ao mesmo tempo, a alegria de saber que serei mãe, que teremos uma menininha para abraçar, apertar, esmagar... fazer o quê...ela terá que agüentar a mãe que tem.

Agora ela mexe muito, o horário preferido é durante a noite...mas ultimamente até durante o dia a mocinha não para quieta. Mas é uma sensação maravilhosa! Ficar conversando com ela, sentir ela mexer, imaginando se é o pezinho ou a mãozinha... Ficar com a mão na barriga sentindo ela se mexer é um prazer indescritível.

Quem me conhece sabe que sou manteiga derretida, mas vocês não tem noção de como a gravidez mexe com a gente... só de pensar na nossa filhinha, sentir ela, e ver todo o carinho e dedicação que o Fabiano tem por mim e pela bebê, é de ficar sem palavras... só de escrever já estou chorando.... Amor da minha vida, te amo e te admiro muito mesmo!

Não posso me esquecer também de todo carinho, preocupação e ajuda dos meus maravilhosos amigos e da minha família. Obrigado por existirem na minha vida!

Sou grata a Deus por colocar em nossas vidas pessoas tão especiais e que podemos compartilhar momentos tão importantes como o nascimento do nosso bem mais valioso: a Alícia!

Minha bebezinha, quero que saiba que a mamãe já te ama muito e que sua chegada está sendo muito esperada!

O papai está mais ansioso que a mamãe... ajudou a arrumar a sua mala e a minha também para levar para a maternidade. Saiba que você tem um pai maravilhoso e que não vê a hora de poder te segurar nos braços!

Espero que eu possa ter passado um pouco da alegria e realização que estou sentindo neste momento da minha vida!

domingo, 14 de junho de 2009

Tudo pronto (ou quase)!

As obras demoraram, o gasto foi alto, mas valeu a pena!

Apesar das fotos não terem ficado lá grande coisa, já dá pra todo mundo ter uma idéia de como ficou o quartinho da Alícia.

































Esperamos que ela goste, porque eu e a Clície já passamos boa parte do nosso tempo lá. Enquanto ela arruma as roupinhas, os sapatinhos, passa roupinha, enfeita o berço, etc, eu instalo luz, monto berço, coloco chuveirinho no banheiro e tiro fotos.




























Quando ela tiver 12 anos, provavelmente vai falar "Ai mãe, nada a ver essas listras"! Eu como pai autoritário e disciplinador, vou chamar no canto, com a maior seriedade do mundo e ordenar "Tá bom minha filha, a gente pinta de outra cor, não tem problema"! Claro, com aquela cara de bunda e fazendo beicinho, como vocês já devem estar imaginando.





















































Sem palavras

Desculpem se a quantidade de imagens é pequena, mas agora venho me redimir.

Começamos a tirar as fotos a partir do quarto mês de gravidez da Clície, mesmo porque, antes disso não tinha muita barriga pra mostrar.

Claro que, além de pai coruja, sou um marido orgulhoso. Uma esposa linda e grávida como a Clície não é pra qualquer um.

04 meses




















05 meses




















06 meses




















07 meses














08 meses

terça-feira, 5 de maio de 2009

O injustiçado!

Com a gravidez da mulher, o homem passa a ser coadjuvante novamente.
Foi coadjuvante no maior evento da vida a dois que é o casamento. Lá a mulher, como noiva, manda em tudo. É o centro das atenções e a festa gira em torno dela.
Até aí tudo bem. O casamento é uma formalidade feita pra noiva. Até porque, poucos homens iriam conseguir planejar tudo com tantos detalhes. A cor da toalha das mesas combinando com as flores, a grinalda com o buquê, a cor da gravata dos padrinhos combinando com o vestido das madrinhas, enfim, um luxo!


Na gravidez é mais ou menos parecido. O homem é um coadjuvante, apesar te ter tido participação fundamental no processo.
Sem falar nas críticas! Ah, porque não é o homem que tem que carregar a barriga nove meses, não perde a forma, não sente enjôo, não tem que dar a luz, etc, etc, etc.

Pois é. A injustiça começa aí. Esse papo de que o homem é privilegiado porque não tem que passar por nada disso é uma tremenda duma falta de noção com o papel do pai.

Vamos aos fatos:

O homem não carrega a barriga nove meses, mas carrega as compras, carrega as malas, carrega móveis pesados pela casa enquanto a esposa passa um pano e por aí vai.
Tudo bem que as malas, as compras e os móveis não se mexem, mas a coluna vai pro espaço do mesmo jeito.

Outra conversa mole, é que não é o homem que perde a forma. Bom, não sei se notaram, mas nós estamos perdendo a forma desde que casamos. Alguns de nós, antes mesmo que isso. Outros, nunca estiveram em forma, mas esses não contam.

O enjôo também não diz respeito só as mulheres. Normalmente ele só aparece durante alguns meses da gravidez. Isso quando aparecem!
E os homens que sentem enjôo a vida toda? Bastou ter um churrasco, pronto! Se não for no mesmo dia, no outro a ressaca sempre aparece.

Pra finalizar, o papo que homem não tem que dar a luz, não sente as dores do parto, etc.
Bom, outro argumento falho. Quer coisa mais doída do que bater o dedinho do pé, no canto da cama, numa noite fria?
Com o agravante de que não há uma opção para esse sofrimento, como existe a cesárea.

Isso sem falar nas dores da coluna, naquela prisão de ventre lazarenta que dá quando você toma cerveja e come queijo. E aquele tornozelo torcido no futebol, que nunca mais será o mesmo?
Claro que vão surgir os comentários "ah, mas é bem feito por ter ido jogar futebol". Observem que nunca dizemos "ah, bem feito! quem mandou ficar grávida". Faz parte do processo!

Antes que as mulheres aí se revoltem com as minhas comparações, eu reconheço que as sensações dos homens, são muito menos sublimes que as sensações de uma mulher grávida.

Agora, como é que as mulheres acham que nos sentimos como coadjuvantes durante a gravidez? Ou alguém acha que nos contentamos em sentir com a mão, o bebê se mexendo na barriga da mãe?
É muito legal! Mas nem se compara com a sensação da mãe com a vida crescendo dentro dela.

Não tenho nenhuma vontade de ficar "grávido". Estou conformado com meu papel de coadjuvante. Mas que dá uma certa frustração de não ter a mesma ligação com o bebê, que a mãe tem, isso dá!

Também não é fácil ver a pessoa que a gente ama, tendo enjôos, sofrendo as dores do parto e não poder fazer nada a não ser dar um remedinho ou dar aquele apoio moral.
Se pudesse, carregaria até a barriga (numa mochila, claro) pra que a sua esposa, (pra quem você sempre abriu a porta do carro, pra quem você nunca deixou carregar muito peso) não sofresse.

Moral da história, cada um tem o seu papel na gravidez. O da mulher é proteger o bebê, mesmo tendo enjôos, dor nas costas, engordando.
O papel do homem é o de proteger a mulher, auxiliando da melhor maneira possível. Por que se pudéssemos fazer mais, pode ter certeza que faríamos.

P.s. Importante observar que, trato aqui de um relacionamento verdadeiro, onde o homem é homem de verdade, e não essas coisas que existem por aí, de onde surgem as generalizações.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Papo com Alícia

Como a mãe em questão, não se mexeu pra escrever as sensações de ter um bebê na barriga, sacolejando, nós podemos imaginar o que pensa essa mocinha que já gosta de aprontar.

Oi gente, eu sou a Alícia. Não me perguntem quem me deu esse nome, só sei que desde que me conheço por embrião eu ouço ele. Só pode ser comigo mesmo. 
Bom, eu gostei! Achei diferente, não conheço ninguém com esse nome. Aliás, não conheço ninguém ainda, só a mamãe e o nome dela é diferente do meu.

A mamãe me leva pra todos os lados. Gosto de ir no trabalho com ela. Ela fica sentada, falando o dia inteiro e mexendo em umas coisas. 
Eu gosto de ouvir a voz dela, me deixa mais tranquila. Vivo fazendo bagunça aqui dentro pra chamar a atenção. Aí ela coloca a mão em mim e eu gosto muito. Bagunça é uma coisa que vou fazer sempre. Só pra mamãe conversar comigo.

Aqui na barriga dela é bem quentinho. Não tem muito o que fazer, mas gosto de colocar a mão na boca e brincar com uma cordinha que tem aqui. 
Também gosto de passar meu pé na barriga da mamãe. Além de ganhar um carinho dela, mexe tudo aqui dentro. É engraçado!

Gosto de segurar meu pé também. Mas ele escapa sempre. Preciso praticar mais, meu pé é muito esperto!
Tem umas coisas nascendo na minha cabeça. Fica pinicando e eu tenho que coçar a cabeça em algum lugar pra aliviar. Tomara que pare. Está me dando muito trabalho!

Não gosto muito quando a mamãe fica deitada. Não ouço a voz dela e nem recebo carinho. Também não faz aquele balanço que me dá soninho. É ruim porque fico sozinha um tempão. Ainda bem que a mamãe volta a falar comigo e a me balançar depois. 

Tem outra pessoa que fala comigo de vez em quando. Tem voz um pouco mais grossa, mas vive me chamando de linda, de amorzinho, de anjinho, etc. As vezes ele faz voz de bobo, mas tá sempre junto com a mamãe. Ela deve gostar dele, porque sempre quando está deitada e quer um copo de água ou comer alguma coisa, ela fala alguma coisa e ele faz pra mamãe. As vezes resmunga um pouco, mas sempre faz.

Ele vive colocando a mão na barriga da mamãe, e as coisas ficam ainda mais apertadas aqui dentro. As vezes eu tô me ajeitando ou brincando com a mamãe e lá vem a mãozona dele.
Outro dia tava me espreguiçando um pouquinho. Ele colocou a mão na barriga da mamãe e eu acabei ficando toda espremida. Ouvi ele dizendo alguma coisa do tipo "viu só como ela fica mais tranquila?". Como se eu tivesse outra opção!
De qualquer maneira, ele vive agradando a mamãe. As vezes eles brigam um pouco, mas vivem juntos e não se desgrudam.

Ele também faz uma comidinha que a mamãe me manda que eu adoro! Chama bauru e outro dia eu fiz a mamãe comer dois. Humm, tava uma delicia!
Acho que esse tal de papai vai ser legal. Tudo o que eu quiser vou pedir pra ele. Se ele faz pra mamãe, vai fazer pra mim também.

Ouço outras pessoas falando comigo também, mas ainda não sei quem são. Eles podiam falar comigo mais vezes. Adoro que conversem comigo!

Bom, por enquanto é só pessoal. A mamãe precisa ir trabalhar amanhã e eu vou com ela. Temos muito o que fazer!

Um beijo pra todo mundo.

Alícia


terça-feira, 21 de abril de 2009

Paciência e evolução!

Ainda na sala da ecografia, quando o médico mostrou o sexo do bebê eu já pensei "o que que esse cara tá olhando minha filha pelada!"
Saindo de lá, passamos por uma rua do lado da clínica, onde tinha uns moleques andando de skate, comentei com a Clície "e pensar que esses piás vão estar rodeando lá em casa daqui uns anos".

Realmente a preocupação veio logo depois da euforia. Preocupação pra não dizer ciúmes mesmo!
Ter que aguentar comentários originalíssimos do tipo "virou fornecedor agora", "vai ter que usar bolsa rosa", etc. 

Por outro lado, também sei que ser pai de uma menina tem lá suas vantagens. Filha sempre tem um carinho a mais com o pai. Por mais que a mãe seja a companheirona, o pai é a referência dela (quem diria que eu seria referência um dia). Menina costuma ser mais calma e mais obediente também. Além de organizada, estudiosa, meiga, etc.
E o mais importante de tudo, quando ela crescer, não vai te dar porrada quando você não emprestar o carro pra sair.

Outra vantagem de se ter uma filha mulher é que vou evoluir muito. Se fosse um guri, eu já teria tudo planejado. Iria fazer o moleque gostar de futebol, iria comprar uns brinquedos pra ele que eu poderia brincar também como hot wheels, max steel, carrinhos de controle remoto, camisas de time de futebol, video game, entre outros. Sendo uma menina, vou ter que aprender a comprar barbie, maquiagem, acessórios, roupinhas combinando, e por aí vai. 
Comprar coisas pra menino seria muito fácil. Comprar pra menina, certamente é uma evolução. Menina é muito mais exigente e detalhista. 

O melhor de tudo, é que meus brinquedinhos de Star Wars vão continuar sendo meus.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Presente de Deus!

No dia 29/12/2008 fomos fazer a segunda ecografia, e possívelmente já daria pra saber o sexo do bebê.
Na realidade essa ecografia é uma das mais importantes. Não pra saber se é menina ou menino, mas é nessa que dá pra saber se o bebê terá algum problema genético, como doenças do coração ou síndrome de down.

E a nossa apreensão maior era essa mesmo. Particularmente eu estava com um certo mal estar, nervoso e um incômodo no estômago. Resumindo, estava com todos os sintomas de gravidez.

O médico começou a mostrar as imagens, e a Clície perguntava as coisas e conversava com ele. O bebê já estava quase todo formado. Braços, pernas, mãos, pés, dedinhos, etc. Ele mirou o aparelho na nuca e mostrou que o bebê estava perfeito, sem nenhum sinal de problema. 

Só aí que voltei a sentir minhas pernas. 

Não sei como iria reagir caso o bebê apresentasse algum problema, como síndrome de dowm. Nessas horas não tem muito o que pensar. Certamente me sentiria mal ou culpado, mas me sentiria pior se o rejeitasse ou se decidisse não ter o bebê. Não conseguiria ter a consciência tranquila. A gente não falava nisso, mas era consenso entre nós, o bebê seria tão ou mais amado, caso apresentasse algum problema.

Voltando à ecografia e deixando um pouco o drama de lado, o doutor mostrou tudo o que tinha que mostrar e nos perguntou "querem saber o sexo?" 
Eu, com cara de tonto de tão feliz respondi "já que estamos aqui né doutor" (dãããr). O sujeito fica o tempo todo quieto e quando abre a boca fala uma merda dessas! Ok, vamos em frente. Sempre tem a desculpa da emoção.
Aí o médico mexeu o aparelho pra cá, mexeu pra lá e quando conseguiu achar o ângulo, o bebê tava com a mãozinha em cima. Deu mais um chacoalhão e aí deu pra ver. Era uma menina!
E além de tudo, era recatada! 
O médico falou "aqui dá pra ver a vulvinha da moça". Na hora parei de fazer cara de bobo e o ciúme atacou. Esse médico não tem nada que ficar vendo minha filha pelada, muito menos fazer comentários das partes dela!

Acabando a ecografia, já na sala de espera, aguardando os papéis do exame, começamos a ligar pra todo mundo! 
A Dona Neuza, claro já sabia. Vó não erra! Minha mãe não tentou adivinhar, mas pelos berros deixou escapar a preferência dela.
O Arthur agora vai ter uma sobrinha pra pentelhar como o Nivaldo fazia. O meu pai nem preciso falar. Quando soube que a Clície estava grávida ele já disse que seria uma menina. Vai ter que aguenta agora.
A Sheila certamente vai encher a menina de apertão e o Rafael vai ter que aprender a comprar Barbie.

Saindo da clínica, na rua, tinha uns piazões andando de skate, sem camisa e com a bemuda caindo da bunda. Na hora falei pra Clície "e pensar que esses moleques logo logo vão começar a rodear lá em casa".

Eu não cabia em mim de tão feliz! Deus quis que o bebê, não só fosse perfeitinho, mas também nos presenteou com uma linda menininha! 

Só de pensar que ela vai ter o sorriso e o jeitinho da mãe, já fico mais apaixonado ainda. 
E que se dane os "carçudo" rodeando aqui em casa! 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Presentes de grávida!

Interessante o papel de mãe grávida! Se torna o centro das atenções, todo mundo cuida, todo mundo dá conselhos, mas os presentes vão todos para o bebê. 
No primeiro mês o bebê já tinha mais roupas que eu! Ótimo, já que roupa de criança tem que ter um monte pra se usar muito pouco, já que os bichinhos crescem muito rápido.

E se continuar assim, com tanto tio e tia, o bebê poderá ter roupa pra pra cada cag... ou melhor, cocozinho que fizer.

Apesar da Clície adorar todas as roupinhas, ficar abraçando, cheirando e passando todas elas no rosto falando com voz de criança "não é lindo mozão?", o instinto de mãe já está falando mais alto, e ela acaba se esquecendo que também precisa de coisas novas nessa fase.

Comentei com alguns amigos sobre o que dar pra ela e muitos me disseram "ah, mas não vá dar roupa de grávida".  Pois é, por menos original que isso possa parecer, a Clície está gravida! Consequentemente, precisará de coisas de grávida.

Claro que não iria dar um daqueles sutiãs pra amamentação, nem cremes pra estrias, muito menos aquelas tampinhas de plástico que fazem o bico do seio aumentar.

A idéia era dar roupa mesmo. Me apressei em achar algo porque queria ser o primeiro a dar roupa de grávida pra ela. Sempre achei lindo mulher nesse estado, e agora teria a minha própria mulher linda grávida.

Escolhi um vestido longo, estampado em loja que só vende roupas para grávidas. Parecia ser bem bonito e confortável. 
Comprei uma sandália também. Apesar de não ter sido em loja de grávida, achei a cara dela. 

Mas pessoal, por favor, não se trata de uma reclamação! Podem continuar dando presente pro bebê. Se quiserem continuar dando roupas até os 18 anos, melhor ainda.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

As primeiras imagens!


Tecnologia é outra coisa! Depois da emoção da confirmação da gravidez, vem a expectativa para a primeira ecografia.

Primeira da Clície, porque eu já tenho experiência de quando tive apendicite.

A expectativa principal era saber se tava tudo bem com o bebê, como estava a formação e também pra ver se era um só. Imagina só se vem gêmeos!

 

A médica que fez a ecografia foi muito simpática, tirando a mania de falar tudo no diminutivo "bebezinho", "coraçãozinho", "uterozinho", etc.

Tudo bem que era tudo "inho" mesmo, mas o que enchia o saco era ela falar no diminutivo de modo carinhoso "bebejinho", "corachãojinho", "uterojinho".

Mas tudo bem, nada que estragasse a vontade de ver a cria!

 

Começou a transmissão! Mexe pra cá, mexe pra lá, borrão de um lado, borrão do outro, até que a médica começou a falar e medir, dizendo que tava tudo bem, tava tudo ótimo!

Tava complicado acreditar nela, não dava pra ver muita coisa. Com as explicações as coisas ficaram mais claras.

No fim, estávamos vendo claramente. Podíamos ate jurar que ela piscou pra nós.

 

O ponto alto dessa primeira ecografia é ouvir o coração. Só de saber que aquele feijãozinho (palavras da médica) tá com a formação perfeita e o coraçãozinho batendo firme da uma felicidade danada.

 

Gravamos o DVD com as imagens pra mostrar pra todo mundo. Se é que vamos conseguir explicar as imagens pra alguém do jeito da médica.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O comeco

Claro, tinha que ter um começo!

De volta da nossa viagem pela Europa, ficamos por uns dias com saudades, recordando os lugares, os passeios, as cidades, os paises... Mas peraí. Tinha uma coisa incomodando. A finalidade da nossa viagem, além de conhecer a Europa, seria pra importar um bacuri também.

E isso ficou martelando na cabeça. Puxa, será que "faiou"? Já estava considerando procurar um especialista, afinal com a idade os reflexos e a habilidade já não são mais os mesmos!

Alguns dias se passaram e aquele incômodo continuava. E incomodava tanto que nem prestava atenção nos comentários da Clície de que andava muito cansada, com sono, preguiça. O dia que comecei a ficar com a pulga atrás da orelha foi quando fomos numa churrascaria com o Aldo a Baby, o Dimitri, o Marlus e a Adriana. Como eu acho que churrascaria é lugar pra comer carne, ignoro o buffet. E olha que o buffet era gigante! A Clície foi lá e dentre as milhares de opções voltou com tomate e azeitona. Na hora eu falei "só isso?" Achei muito estranho, mas fiquei na minha.

No mesmo dia de noite, fomos à casa do Oeber e da Patrícia. O Jeferso e a Evelise estavam lá também. A ideia era tomar umas cervejas e jogar Wii, mas o Gui (filho do Oeber e da Pati) não deixou. Pra dizer a verdade, a cerveja, os queijos e os sanduíches estavam tão bons que nem liguei muito pro Wii. Do meu lado a Clície não ligou pra nada. Mal comeu e tava tombando de sono! Já era perto da meia noite quando falei pra gente ir embora. Indo pra casa até me passou pela cabeça que ela deveria fazer um exame pra ver se estava tudo bem e quem sabe né, sei lá, vai que né? Ela não tinha reclamado de enjôo, apesar de ter dito que a menstruação estava atrasada. Mas isso já tinha acontecido antes.

Nesse meio tempo, a Clície tinha ido ao laboratório e feito o exame do beta hcg e não me contou. Fez na sexta feira desse mesmo final de semana da churrascaria e da casa do Oeber. No domingo de manha ela levantou, foi no computador e acessou o site do laboratório pra ver o resultado do exame.

Imprimiu o resultado, chegou do meu lado na cama e me acordou com um jeitinho de quem tinha aprontado alguma. Disse "preciso que você me ajude a ver um negócio" e me mostrou o resultado.

 Estava escrito Resultado 15000, referência 25. Olhei pro papel e olhei pra ela umas 5 vezes. Ai ela disse "você vai ser papai" e colocou um par de sapatinhos em cima de mim. Comecei bem. Como todo pai que se preze, fui o ultimo a saber!

Olhei pra ela mais umas 5 vezes e falei "é isso mesmo? Tá certo?" Até que ela falou "acho que sim". Ai resolvemos ir ao hospital pra perguntar pra quem entende, porque mesmo sabendo que era aquilo mesmo, a emoção emburrece. 

Mostramos pro médico que olhou pra gente com uma cara séria e disse "vocês estavam planejando"? Nós dissemos que sim, com cara de bobos. Ele falou "então meus parabéns"!

Saímos de lá mais bobos ainda. No carro, ainda no estacionamento do hospital ligamos pra família. Nas duas casas fizemos a mesma coisa, pedimos pra juntar todo mundo e colocar o telefone em viva voz. Na casa da Clície a Dona Neusa não parava de rir da Sheila, que não parava de chorar. O Arthur falou com aquela voz de tio responsável "Eeeeee neguinha, parabéns"! 

Na minha casa quando dei a notícia só ouvi todo mundo gritando e meu pai no fundo "vai ser uma menina". Sinceramente não me lembro muito bem do que todo mundo falou, porque eu tava chorando de soluçar. Que nem agora enquanto escrevo.

Depois fomos contar pra tia Nicinha. Ela tinha ido à missa e passamos lá pra dar uma carona pra ela. No caminho nem falamos nada. Chegando em casa ela desceu e antes de entrar demos a noticia. Foi um berreiro só. A Anna Beatriz começou a pular. O Jorge tava dormindo ainda e a tia foi ligar pro tio Luiz que estava trabalhando no vestibular.

Depois fomos almoçar no Aldo e na Baby, pra desespero da tia Nicinha. No caminho começamos a mandar mensagens prá todo mundo.

 Agora e só cuidar dos enjôos e das manhas. E esquecer esse negócio de ir em especialista porque sou espada e matador!!!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Uma nova viagem

Bem, atendendo a pedidos (que nem foram tantos assim, mas de grande importancia viu madrinha Dani, a sua bencao), resolvemos escrever sobre essa fase tao especial e tao esperada.

A ficha custou a cair. Na verdade, nao caiu direito ainda. Se nao fossem as ecografias parece que tudo tava na mesma!

A ideia de escrever um blog sobre o bebe nao e pra dar dicas ou conselhos. Pra isso tem um monte de livros e tias que tem muito mais informacoes. Queremos mostrar as emocoes, surpresas, trapalhadas e principalmente a alegria de dois pais inexperientes e assustados.

Esperamos que se divirtam!