segunda-feira, 27 de abril de 2009

Papo com Alícia

Como a mãe em questão, não se mexeu pra escrever as sensações de ter um bebê na barriga, sacolejando, nós podemos imaginar o que pensa essa mocinha que já gosta de aprontar.

Oi gente, eu sou a Alícia. Não me perguntem quem me deu esse nome, só sei que desde que me conheço por embrião eu ouço ele. Só pode ser comigo mesmo. 
Bom, eu gostei! Achei diferente, não conheço ninguém com esse nome. Aliás, não conheço ninguém ainda, só a mamãe e o nome dela é diferente do meu.

A mamãe me leva pra todos os lados. Gosto de ir no trabalho com ela. Ela fica sentada, falando o dia inteiro e mexendo em umas coisas. 
Eu gosto de ouvir a voz dela, me deixa mais tranquila. Vivo fazendo bagunça aqui dentro pra chamar a atenção. Aí ela coloca a mão em mim e eu gosto muito. Bagunça é uma coisa que vou fazer sempre. Só pra mamãe conversar comigo.

Aqui na barriga dela é bem quentinho. Não tem muito o que fazer, mas gosto de colocar a mão na boca e brincar com uma cordinha que tem aqui. 
Também gosto de passar meu pé na barriga da mamãe. Além de ganhar um carinho dela, mexe tudo aqui dentro. É engraçado!

Gosto de segurar meu pé também. Mas ele escapa sempre. Preciso praticar mais, meu pé é muito esperto!
Tem umas coisas nascendo na minha cabeça. Fica pinicando e eu tenho que coçar a cabeça em algum lugar pra aliviar. Tomara que pare. Está me dando muito trabalho!

Não gosto muito quando a mamãe fica deitada. Não ouço a voz dela e nem recebo carinho. Também não faz aquele balanço que me dá soninho. É ruim porque fico sozinha um tempão. Ainda bem que a mamãe volta a falar comigo e a me balançar depois. 

Tem outra pessoa que fala comigo de vez em quando. Tem voz um pouco mais grossa, mas vive me chamando de linda, de amorzinho, de anjinho, etc. As vezes ele faz voz de bobo, mas tá sempre junto com a mamãe. Ela deve gostar dele, porque sempre quando está deitada e quer um copo de água ou comer alguma coisa, ela fala alguma coisa e ele faz pra mamãe. As vezes resmunga um pouco, mas sempre faz.

Ele vive colocando a mão na barriga da mamãe, e as coisas ficam ainda mais apertadas aqui dentro. As vezes eu tô me ajeitando ou brincando com a mamãe e lá vem a mãozona dele.
Outro dia tava me espreguiçando um pouquinho. Ele colocou a mão na barriga da mamãe e eu acabei ficando toda espremida. Ouvi ele dizendo alguma coisa do tipo "viu só como ela fica mais tranquila?". Como se eu tivesse outra opção!
De qualquer maneira, ele vive agradando a mamãe. As vezes eles brigam um pouco, mas vivem juntos e não se desgrudam.

Ele também faz uma comidinha que a mamãe me manda que eu adoro! Chama bauru e outro dia eu fiz a mamãe comer dois. Humm, tava uma delicia!
Acho que esse tal de papai vai ser legal. Tudo o que eu quiser vou pedir pra ele. Se ele faz pra mamãe, vai fazer pra mim também.

Ouço outras pessoas falando comigo também, mas ainda não sei quem são. Eles podiam falar comigo mais vezes. Adoro que conversem comigo!

Bom, por enquanto é só pessoal. A mamãe precisa ir trabalhar amanhã e eu vou com ela. Temos muito o que fazer!

Um beijo pra todo mundo.

Alícia


terça-feira, 21 de abril de 2009

Paciência e evolução!

Ainda na sala da ecografia, quando o médico mostrou o sexo do bebê eu já pensei "o que que esse cara tá olhando minha filha pelada!"
Saindo de lá, passamos por uma rua do lado da clínica, onde tinha uns moleques andando de skate, comentei com a Clície "e pensar que esses piás vão estar rodeando lá em casa daqui uns anos".

Realmente a preocupação veio logo depois da euforia. Preocupação pra não dizer ciúmes mesmo!
Ter que aguentar comentários originalíssimos do tipo "virou fornecedor agora", "vai ter que usar bolsa rosa", etc. 

Por outro lado, também sei que ser pai de uma menina tem lá suas vantagens. Filha sempre tem um carinho a mais com o pai. Por mais que a mãe seja a companheirona, o pai é a referência dela (quem diria que eu seria referência um dia). Menina costuma ser mais calma e mais obediente também. Além de organizada, estudiosa, meiga, etc.
E o mais importante de tudo, quando ela crescer, não vai te dar porrada quando você não emprestar o carro pra sair.

Outra vantagem de se ter uma filha mulher é que vou evoluir muito. Se fosse um guri, eu já teria tudo planejado. Iria fazer o moleque gostar de futebol, iria comprar uns brinquedos pra ele que eu poderia brincar também como hot wheels, max steel, carrinhos de controle remoto, camisas de time de futebol, video game, entre outros. Sendo uma menina, vou ter que aprender a comprar barbie, maquiagem, acessórios, roupinhas combinando, e por aí vai. 
Comprar coisas pra menino seria muito fácil. Comprar pra menina, certamente é uma evolução. Menina é muito mais exigente e detalhista. 

O melhor de tudo, é que meus brinquedinhos de Star Wars vão continuar sendo meus.