De volta da nossa viagem pela Europa, ficamos por uns dias com saudades, recordando os lugares, os passeios, as cidades, os paises... Mas peraí. Tinha uma coisa incomodando. A finalidade da nossa viagem, além de conhecer a Europa, seria pra importar um bacuri também.
E isso ficou martelando na cabeça. Puxa, será que "faiou"? Já estava considerando procurar um especialista, afinal com a idade os reflexos e a habilidade já não são mais os mesmos!
Alguns dias se passaram e aquele incômodo continuava. E incomodava tanto que nem prestava atenção nos comentários da Clície de que andava muito cansada, com sono, preguiça. O dia que comecei a ficar com a pulga atrás da orelha foi quando fomos numa churrascaria com o Aldo a Baby, o Dimitri, o Marlus e a Adriana. Como eu acho que churrascaria é lugar pra comer carne, ignoro o buffet. E olha que o buffet era gigante! A Clície foi lá e dentre as milhares de opções voltou com tomate e azeitona. Na hora eu falei "só isso?" Achei muito estranho, mas fiquei na minha.
No mesmo dia de noite, fomos à casa do Oeber e da Patrícia. O Jeferso e a Evelise estavam lá também. A ideia era tomar umas cervejas e jogar Wii, mas o Gui (filho do Oeber e da Pati) não deixou. Pra dizer a verdade, a cerveja, os queijos e os sanduíches estavam tão bons que nem liguei muito pro Wii. Do meu lado a Clície não ligou pra nada. Mal comeu e tava tombando de sono! Já era perto da meia noite quando falei pra gente ir embora. Indo pra casa até me passou pela cabeça que ela deveria fazer um exame pra ver se estava tudo bem e quem sabe né, sei lá, vai que né? Ela não tinha reclamado de enjôo, apesar de ter dito que a menstruação estava atrasada. Mas isso já tinha acontecido antes.
Nesse meio tempo, a Clície tinha ido ao laboratório e feito o exame do beta hcg e não me contou. Fez na sexta feira desse mesmo final de semana da churrascaria e da casa do Oeber. No domingo de manha ela levantou, foi no computador e acessou o site do laboratório pra ver o resultado do exame.
Imprimiu o resultado, chegou do meu lado na cama e me acordou com um jeitinho de quem tinha aprontado alguma. Disse "preciso que você me ajude a ver um negócio" e me mostrou o resultado.
Estava escrito Resultado 15000, referência 25. Olhei pro papel e olhei pra ela umas 5 vezes. Ai ela disse "você vai ser papai" e colocou um par de sapatinhos em cima de mim. Comecei bem. Como todo pai que se preze, fui o ultimo a saber!
Olhei pra ela mais umas 5 vezes e falei "é isso mesmo? Tá certo?" Até que ela falou "acho que sim". Ai resolvemos ir ao hospital pra perguntar pra quem entende, porque mesmo sabendo que era aquilo mesmo, a emoção emburrece.
Mostramos pro médico que olhou pra gente com uma cara séria e disse "vocês estavam planejando"? Nós dissemos que sim, com cara de bobos. Ele falou "então meus parabéns"!
Saímos de lá mais bobos ainda. No carro, ainda no estacionamento do hospital ligamos pra família. Nas duas casas fizemos a mesma coisa, pedimos pra juntar todo mundo e colocar o telefone em viva voz. Na casa da Clície a Dona Neusa não parava de rir da Sheila, que não parava de chorar. O Arthur falou com aquela voz de tio responsável "Eeeeee neguinha, parabéns"!
Na minha casa quando dei a notícia só ouvi todo mundo gritando e meu pai no fundo "vai ser uma menina". Sinceramente não me lembro muito bem do que todo mundo falou, porque eu tava chorando de soluçar. Que nem agora enquanto escrevo.
Depois fomos contar pra tia Nicinha. Ela tinha ido à missa e passamos lá pra dar uma carona pra ela. No caminho nem falamos nada. Chegando em casa ela desceu e antes de entrar demos a noticia. Foi um berreiro só. A Anna Beatriz começou a pular. O Jorge tava dormindo ainda e a tia foi ligar pro tio Luiz que estava trabalhando no vestibular.

Estou seguindo atentamente!
ResponderExcluirParabéns.