Com a gravidez da mulher, o homem passa a ser coadjuvante novamente.
Foi coadjuvante no maior evento da vida a dois que é o casamento. Lá a mulher, como noiva, manda em tudo. É o centro das atenções e a festa gira em torno dela.
Até aí tudo bem. O casamento é uma formalidade feita pra noiva. Até porque, poucos homens iriam conseguir planejar tudo com tantos detalhes. A cor da toalha das mesas combinando com as flores, a grinalda com o buquê, a cor da gravata dos padrinhos combinando com o vestido das madrinhas, enfim, um luxo!
Na gravidez é mais ou menos parecido. O homem é um coadjuvante, apesar te ter tido participação fundamental no processo.
Sem falar nas críticas! Ah, porque não é o homem que tem que carregar a barriga nove meses, não perde a forma, não sente enjôo, não tem que dar a luz, etc, etc, etc.
Pois é. A injustiça começa aí. Esse papo de que o homem é privilegiado porque não tem que passar por nada disso é uma tremenda duma falta de noção com o papel do pai.
Vamos aos fatos:
O homem não carrega a barriga nove meses, mas carrega as compras, carrega as malas, carrega móveis pesados pela casa enquanto a esposa passa um pano e por aí vai.
Tudo bem que as malas, as compras e os móveis não se mexem, mas a coluna vai pro espaço do mesmo jeito.
Outra conversa mole, é que não é o homem que perde a forma. Bom, não sei se notaram, mas nós estamos perdendo a forma desde que casamos. Alguns de nós, antes mesmo que isso. Outros, nunca estiveram em forma, mas esses não contam.
O enjôo também não diz respeito só as mulheres. Normalmente ele só aparece durante alguns meses da gravidez. Isso quando aparecem!
E os homens que sentem enjôo a vida toda? Bastou ter um churrasco, pronto! Se não for no mesmo dia, no outro a ressaca sempre aparece.
Pra finalizar, o papo que homem não tem que dar a luz, não sente as dores do parto, etc.
Bom, outro argumento falho. Quer coisa mais doída do que bater o dedinho do pé, no canto da cama, numa noite fria?
Com o agravante de que não há uma opção para esse sofrimento, como existe a cesárea.
Isso sem falar nas dores da coluna, naquela prisão de ventre lazarenta que dá quando você toma cerveja e come queijo. E aquele tornozelo torcido no futebol, que nunca mais será o mesmo?
Claro que vão surgir os comentários "ah, mas é bem feito por ter ido jogar futebol". Observem que nunca dizemos "ah, bem feito! quem mandou ficar grávida". Faz parte do processo!
Antes que as mulheres aí se revoltem com as minhas comparações, eu reconheço que as sensações dos homens, são muito menos sublimes que as sensações de uma mulher grávida.
Agora, como é que as mulheres acham que nos sentimos como coadjuvantes durante a gravidez? Ou alguém acha que nos contentamos em sentir com a mão, o bebê se mexendo na barriga da mãe?
É muito legal! Mas nem se compara com a sensação da mãe com a vida crescendo dentro dela.
Não tenho nenhuma vontade de ficar "grávido". Estou conformado com meu papel de coadjuvante. Mas que dá uma certa frustração de não ter a mesma ligação com o bebê, que a mãe tem, isso dá!
Também não é fácil ver a pessoa que a gente ama, tendo enjôos, sofrendo as dores do parto e não poder fazer nada a não ser dar um remedinho ou dar aquele apoio moral.
Se pudesse, carregaria até a barriga (numa mochila, claro) pra que a sua esposa, (pra quem você sempre abriu a porta do carro, pra quem você nunca deixou carregar muito peso) não sofresse.
Moral da história, cada um tem o seu papel na gravidez. O da mulher é proteger o bebê, mesmo tendo enjôos, dor nas costas, engordando.
O papel do homem é o de proteger a mulher, auxiliando da melhor maneira possível. Por que se pudéssemos fazer mais, pode ter certeza que faríamos.
P.s. Importante observar que, trato aqui de um relacionamento verdadeiro, onde o homem é homem de verdade, e não essas coisas que existem por aí, de onde surgem as generalizações.
terça-feira, 5 de maio de 2009
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mimimimi
ResponderExcluirNão chora Fabianorc rsrs
Cara, procura uma editora e larga seu trampo, vá escrever livro. Estou falando.
Beijos (para a Alícia!)
Bom, por ora não larga o trampo não, pq duas mulheres para sustentar não é fácil, heim?!?! rss... mas concordo com a idéia de vc levar mais a sério esse lance de escrever!!
ResponderExcluirSobre o texto, coadjuvante sim, mas é "O" coadjuvante. Um marido e pai mega participativo e envolvido com a gestação!!!
Se eu nunca te dise isso explicitamente e publicamente, aí vai: Fabiano eu te admiro muito!!!
Acho o máximo pensar em vcs três e não ter nenhuma dúvida da família feliz que vcs serão. Claro que vc e a Clicli já são uma família feliz, mas com a Alícia, isso fica mais evidente e com mais sentido. Seja lá qual for a missão de vcs, o prognóstico é móóóito positivo!!!
A Mamãe Clicli ainda não se pronunciou... e eu continuo aguardando as descrições dela sobre tudo isso...
Ela sempre meio que dá uma desculpinha dizendo que não saberia escrever como o Papai, mas isso NÃO importa!! Afinal Mamãe é Mamãe e Papai e Papai! Cada um na sua.
Queremos saber como vc se sente, como se sente ao ler todos esses textos lindos (okay, a gente já sabe que vc se emociona, mas queremos detalhes!!) como é quando a Alícia resolve achar que está numa rave ou algo do tipo, que a faz mexer muito... Ou então, como foi escolher os detalhes do quarto, das lembrancinhas, dos seus medos, esperanças e especialmente como é imaginar pode dar a LUZ a alguém.
Vai lá Mamãe, vc já foi corajosa o suficiente para gerar um bebê, escreve aí!!!
um beijo
(tardo, e muito, mas não falho...)
ResponderExcluirPois bem, demorei um pouco para me pronunciar aqui (quase a gravidez toda, praticamente), mas agora tentarei manter uma certa assiduidade.
Em meu papel de padrinho (morra de inveja Arthur! pelo menos até o próximo sobrinho...), vou tentar ser o mais presente possível, apesar da distância. Ainda mais agora que, finalmente, assumi meu papel de educador, vou ter na Alicia também (além de uma sobrinha que não vejo a hora de mimar)um verdadeiro laboratório educacional. Tudo a seu tempo, é claro.
Quanto a seu papel de coadjuvante meu irmão, realmente, contente-se mas não se deprecie também, pois é o coadjuvante mais importante entre todos que participam dessa alegria. E ver a maneira como você e a Clicie vivem juntos, um para o outro, só nos da mais certeza ainda da grande familia que está se iniciando com a vidna da Alicia. Só não digo que é inspirador porque, sabe como é né, ainda não estou no momento certo e tudo mais...
Mas é isso, de agora em diante acompanharei da melhor maneira possível a vida da minha sobrinha/afilhada, guardados os problemas da distancia, tempo de visitas, etc.
Ah sim, também vou integrar o coro dos que querem ver as palavras da mamãe por aqui. Ta certo que meu irmão escreve bem (a veia literária é de familia, fazer o q...), mas se ficar elogiando demais, ele vai ficar ainda mais insuportável.
Grande beijo a vocês três, fiquem com Deus e até o próximo post!
Fabiano, sempre apreciei um bom texto, e não sabia de sua veia literária, mas neste você exagerou! Está demais e ainda por cima carregado de sentimentos nobres e de verdades sinceras. Você escreveu com o coração. E suas Clicie e Alicia são muitos especiais e muito lindas!
ResponderExcluirParabéns aos três!.
Carlos e Lidia (pais da Paula Garcia)