Mas a idéia é mostrar os nossos apuros, então vou tentar me lembrar de tudo o que passamos, que foi mais marcante.
Nos primeiros três meses, o grande problema foi o sono. A Alícia acordava com muita frequência. De 3 em 3 horas, pra ser mais exato. E isso deixava a gente destruído. A Clície principalmente, porque tinha que estar sempre lá, com o teto disponível. Sobre isso, vou falar mais em outra postagem.
Nesse mesmo período, as cólicas da Alícia apareceram. Achamos melhor a Clície ir pra Paranavaí com a Alícia, porque lá teria mais assistência, por isso eu não fui muito afetado. Nesse período fiquei sozinho por um mês e pude dormir mais. O problema foi ficar sozinho. E disso, não vou falar em postagem nenhuma.
Mas a Clície passou por poucas e boas com ela. Foram kilômetros percorridos dentro da casa da mãe dela, durante as madrugadas. Mas tudo bem, sogra e cunhados estão aí pra isso mesmo.
Nessa fase, quando o bebê dá muito trabalho é que vem os famosos conselhos. Todo mundo tem uma solução milagrosa pra cólica. De colher virada a óleo quente.
Nas situações de mais estresse, tento manter a razão e seguir o que a médica dizia. Segundo ela a Clície podia comer de tudo. Esse negócio de que determinados alimentos influenciam no leite da mãe é pura lenda. Claro, que deve se evitar alimentos muito fortes ou gordurosos, como uma feijoada. Mas o que é comprovado mesmo é que o único alimento que pode prejudicar o bebê através da amamentação é o leite de vaca e seus derivados. Durante a amamentação, devem ser evitados a todo custo o leite, iogurte, queijos e etc.
Acontece que o leite tem uma proteína que os bebês não tem maturidade digestiva suficiente pra aguentar, o que pode causar alergia ao leite ou intolerância a lactose.
Isso é uma discussão secular, entre ciência e religião. Não vem ao caso entrar nesse assunto, mas eu prefiro ficar com a opinião de quem estuda cientificamente, através de métodos adequados, do que de quem olha pro céu, sente o vento e diz que uma folha de amora, com pano quente é um santo remédio pra cólica.
Alguns comentários, que me lembro dessa época:
- Ah, mas esses médicos também, sei lá!
Pois é, alguns só estudam 10 anos. Muito melhor uma benzedeira.
- Eu comia canjica quando tava amamentando. Ficava cheia de leite.
E o bebê lá, berrando de cólica por causa do leite de vaca que ia na canjica.
- Bota uma colher virada que passa!
Sem comentários.
Depois disso, a maior preocupação foi que a Clície tinha que voltar a trabalhar e era necessário apresentar a mamadeira pra Alícia. Pensei que seria tranquilo, a Alícia pegaria bem a mamadeira e a Clície poderia ter mais tempo pra ela.
Pura ilusão. A Alícia não queria nem saber de mamadeira. E nem era pelo leite. Foi uma apreensão danada. O que essa menina ia comer, quando tivesse que ir pra escolinha? Sorte que a Sheila veio passar uns dias com ela, enquanto a escolinha não começava e a Clície tinha que voltar pro trabalho.
A Sheila foi no mercado e comprou as papinhas prontas. A Alícia adorou. Uma só era pouco. E ainda brigava quando demorava pra dar a colher na boca dela.
A escola foi outra novidade. Ela gostou muito também. Quando deixamos de manhã, ela fica toda sorridente. De tarde quando vamos buscar, ela vem toda feliz.
Fico pensando na vantagem que essas crianças tem sobre nós. Acho que só fui pra escola com 5 ou 6 anos. Ela começou aos 6 meses.
Daqui uns dias, ela é que vai estar atualizando o próprio blog.
A noite de sono dela tinha ficado perto do normal, dormindo mais de 6 horas diretas. Depois que a Clície começou a trabalhar, atrapalhou tudo de novo. Talvez por ficar longe da mãe por bastante tempo, durante o dia, de noite ela acorda chorando pelo menos uma vez, sentindo falta a mãe.
Atualmente, nossa rotina é bem corrida. De manhã, deixamos ela na escolinha por volta das 7 da manhã. De tarde, eu vou pra faculdade e a Clície vai buscá-la. As vezes chego de noite e ela já está dormindo.
Teve dia que cheguei da aula e ela tinha dormido. De manhã, deixamos ela ainda dormindo na escolinha. Dá uma saudade danada de brincar com ela.
O bom é que a regra é que ela sempre acorda de manhã, junto com a gente. E acorda com um sorisão. Dá até vontade de matar o trabalho e ficar o dia inteiro com ela.
Durante o dia, sempre me pego rindo de alguma gracinha dela. A última é que ela anda balbuciando algumas coisas. Não sei o que quer dizer, mas quando ela pega um objeto na mão ela fala "eti, eti". Tem uma variação mais curitibana "eteee". Só espero que isso passe.
Ela está ensaiando engatinhar agora. Chegou a hora de cercar toda a casa. E com certeza vamos ter muito mais assunto para as próximas postagens.

Nenhum comentário:
Postar um comentário